sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Governador de Minas falou da rivalidade entre as polícias e reconhece que indicadores de criminalidade pioraram em 2011

BH: Anastasia vê crise ligada ao tráfico - fonte: BAND

Minas Gerais não está sob risco de greve dos policiais como outros Estados, mas enfrenta um cenário de crise que ameaça a política de integração das polícias Civil e Militar e já exigiu interferência do governo estadual, que foi obrigado a fazer trocas no comando. As estatísticas consolidadas da criminalidade em 2011 ainda não foram divulgadas, mas o assunto preocupa as autoridades. Em entrevista ao Metro o governador Antonio Anastasia (PSDB) admite a piora dos indicadores. E diz que o crescimento do tráfico de drogas foi o principal responsável pelo resultado negativo, mas reconhece que também falta pessoal.

A rivalidade entre as polícias Civil e Militar ameaça a política de integração?

São duas instituições mais que centenárias, cada uma tem sua autonomia, independência. Mas na hora do trabalho é fundamental termos integração. Lançamos em 2003 as bases para essa integração, quando em outros Estados nem se falava disso. E isso vai continuar até porque tivemos conquistas importantes, inclusive queda acentuada nos indicadores de criminalidade.

Mas houve uma piora nos índices de 2011, não?

É verdade, tivemos piora nos indicadores. Nós atribuímos isso ao aumento muito forte da questão do tráfico de drogas em Minas. Não é um fato só mineiro. De qualquer forma, Minas Gerais ainda tem indicadores entre os melhores do Brasil.

A causa da piora é só um fator externo? Não houve questões internas?

Temos ainda deficiência de pessoal, é verdade, tanto na Polícia Civil quanto na Polícia Militar. Temos de aumentar o efetivo. Mas isso significa aumentar as despesas de pessoal e eu tenho limitações. Este é um dado que, de fato, nos preocupa. Sobre a integração, claro que há resistências, questões partidárias, ideológicas, faz parte do dia a dia. Não podemos nos prender a isso. Temos de trabalhar para consolidar.

O senhor teme a aprovação da PEC 300?

Não. A PEC não fixa valor, só diz que haverá um piso nacional (para os policiais). No ano passado, concedemos uma política remuneratória para a categoria com reajuste de 100% escalonado até 2015. Vamos chegar lá com o salário de R$ 4 mil, que era a reivindicação. Vamos ter salários que serão os melhores do Brasil.

Estamos em ano eleitoral. O senhor vai subir no palanque?

O governador tem um papel administrativo, mas também um papel político de apoio à base aliada. É claro que vou participar. Nos momentos adequados e dentro dos limites que a lei permite. Em Belo Horizonte, o PSDB foi formalmente convidado a participar da aliança liderada pelo PSB. Vou participar de maneira explícita na campanha de reeleição do prefeito Marcio Lacerda.

1 comentários:

Anônimo disse...

TRoca de comando da PM tem mais de ano que sabiamos que iria ter, pois o Cel Renato iria completar os 30 anos de serviço.